Citando Hitler, Alexandre de Moraes afasta Governador Ibaneis Rocha do DF

“A Democracia brasileira não irá mais suportar a ignóbil politica de
apaziguamento, cujo fracasso foi amplamente demonstrado na tentativa
de acordo do então primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain com
Adolf Hitler.”

O afastamento foi em decorrência dos atos terroristas ocorridos neste domingo (08), na Esplanada dos Ministérios.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou o afastamento do cargo do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

A suspensão determinada por Moraes vale por 90 dias e ocorre horas depois que bolsonaristas radicalizados invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF.

O ministro também determinou a desocupação de todos os acampamentos montados nas imediações de quarteis do Exército pelo país.

Ele ordena a “prisão em flagrante de seus participantes pela prática de crimes” e afirma que as operações deverão ser realizadas pelas polícias militares, “com apoio da Força Nacional e Polícia Federal se necessário”.

O afastamento foi determinado a pedido do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A solicitação do parlamentar afirmou que o emedebista tem notória inaptidão para o cargo.Outras ordens foram expedidas em ação apresentada pela AGU (Advocacia-Geral da União).

Na tarde deste domingo (8), o presidente Lula já havia decretado intervenção federal na Segurança Pública do DF.

Veja a decisão na íntegra:

DECISÃO-Afasta-governador-e-outras-medidas-1-1

Outras ordens foram expedidas em ação apresentada pela AGU (Advocacia-Geral da União). Na tarde deste domingo (8), o presidente Lula já havia decretado intervenção federal na Segurança Pública do DF.

Moraes também mandou apreender “todos os ônibus identificados pela Polícia Federal que trouxeram os terroristas para o Distrito Federal” e listou a placa de 87 veículos.

Além disso, proibiu, “até o dia 31 de janeiro, o ingresso de quaisquer ônibus e caminhões com manifestantes no Distrito Federal” e determinou a oitiva de todos os passageiros.

O ministro diz na decisão que o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, requereu providências contra 14 perfis que “continuam estimulando a prática de atos violentos e antidemocráticos”.

Também citou que a “assessoria de combate à desinformação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) encaminhou relatório apontando outros três perfis que “insistem na prática delituosa contra a Democracia e o Estado de Direito”.

O ministro classifica os episódios deste domingo como “desprezíveis ataques terroristas à Democracia e às instituições republicanas” e diz que todos serão responsabilizados.

Também mandou a Agência Nacional de Transportes Terrestres manter e enviar o registro de todos os veículos que ingressaram no DF entre os dias 5 e 8 de janeiro de 2023.

O ministro determinou que a Polícia Federal obtenha todas as imagens de câmeras da capital que possam auxiliar no reconhecimento facial dos vândalos. Ele também manda bloquear 17 perfis nas redes sociais.

Ele afirma que as invasões às sedes dos Três Poderes só “poderia ocorrer com a anuência, e até participação efetiva, das autoridades competentes pela segurança pública e inteligência, uma vez que a organização das supostas manifestações era fato notório e sabido, que foi divulgado pela mídia brasileira”.

Moraes lista fatos que o levam a entender que houve “omissão e conivência de diversas autoridades”. São eles: “a ausência do necessário policiamento” da PM do DF; a autorização para a entradas de ônibus de manifestantes em Brasília “mesmo sendo fato notório que praticariam atos violentos e antidemocráticos”; e a “total inércia no encerramento do acampamento criminoso na frente do QG do Exército”.

O ministro também cita o “descaso e conivência do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e, até então, Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres”, e afirma que a responsabilidade dele “está sendo apurada em petição em separado”.

Ele diz que a omissão de Torres “só não foi mais acintoso do que a conduta dolosamente omissiva do Governador do DF, Ibaneis Rocha, que não só deu declarações públicas defendendo uma falsa ‘livre manifestação política em Brasília’ mesmo sabedor por todas as redes que ataques as instituições e seus membros seriam realizados”.

Para o magistrado, “nada’ justifica a manutenção dos acampamentos.

“Na presente hipótese, verifico haver necessidade de se impor medida cautelar diversa da prisão – uma vez que não houve representação da PF ou requerimento da PGR pela prisão preventiva – consistente na suspensão do exercício da função pública”.

O ministro afirma que o afastamento do cargo é necessário para impedir que o chefe do Executivo destrua provas sobre possíveis omissões que levaram à atuação leniente da PM do DF.

“A Democracia brasileira não irá mais suportar a ignóbil politica de apaziguamento, cujo fracasso foi amplamente demonstrado na tentativa de acordo do então primeiro-ministro inglês Neville Chamberlain com Adolf Hitler”.

A ação de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) neste domingo ocorre uma semana após a posse de Lula, antecedida por atos antidemocráticos insuflados pela retórica golpista do ex-presidente no período eleitoral.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse na noite deste domingo que cerca de 200 pessoas foram presas no ato de vandalismo que ocorreu em Brasília. Já a Polícia Civil falou em 300.

Somente a Secretaria de Polícia do Senado Federal prendeu em flagrante 30 manifestantes que invadiram o plenário da Casa e o Salão Negro da Câmara dos Deputados.

Eles foram detidos pelos crimes de dano ao patrimônio e de invasão de prédios públicos, entre outros. Os presos foram levados inicialmente para a delegacia da Polícia do Senado, que fica no Congresso.

“Eu repito o que eu disse: esses acampamentos são incubadores de terroristas. Os fatos comprovaram que a frase era correta”, afirmou Dino.

O presidente Lula afirmou que todos os manifestantes golpistas que invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes serão encontrados e punidos.

O presidente afirmou que os manifestantes poderiam ser chamados de nazistas e fascistas e disse que a esquerda nunca protagonizou um episódio similar a este no Brasil.

Lula havia viajado para Araraquara (SP) neste domingo para analisar os danos causados pelas intensas chuvas no município nas últimas semanas, mas retornou a Brasília na noite deste domingo.

Na capital federal, vistoriou os estragos causados por militantes bolsonaristas. Ele visitou o Palácio do Planalto e conferiu de perto os danos causados nas janelas, os móveis arremessados pelo prédio e as fotos arrancadas da galeria dos ex-presidentes. Pelo chão, também era possível ver diversos projéteis de borracha disparados pelos agentes de segurança.

O presidente foi recebido de maneira improvisada, na parte de fora do prédio vandalizado, pela presidente da corte, ministra Rosa Weber.

Após inspecionar o Planalto, Lula saiu em um grande comboio de carros rumo ao STF, que foi a terceira sede de Poder invadida pelos manifestantes golpistas.

Terrorista

Em vídeo, o governador Ibaneis Rocha, reeleito para o segundo mandato à frente do Distrito Federal, pediu desculpas publicamente ao presidente Lula (PT) pelo que aconteceu na tarde deste domigo em Brasília.

“Peço desculpas também para a presidente do Supremo Tribunal Federal, ao meu querido amigo Arthur Lira, ao meu amigo Rodrigo Pacheco. Todos sabem da minha origem democrática, do meu trabalho junto à Ordem dos Advogados, na defesa da democracia do nosso país”.

Ibaneis disse que a situação estava sendo monitorada junto ao ministro Flávio Dino desde sábado (7), mas que não acreditava que a manifestação tomaria tamanha proporção.

“São verdadeiros vândalos, verdadeiros terroristas, e que terão de mim todo o efetivo trabalho para que sejam punidos, é isso que queremos”. O governador completou a fala afirmando que Brasília é sim palco de manifestações, desde que pacíficas, já que todos merecem e têm o direito de viverem em liberdade.

Mais Lidas

Destaques

PELO SIM, PELO NÃO

DESTAQUES: TRF-5 julgou o caso Cícero Lucena; Bruno Cunha Lima conseguiu vitória na Justiça; e operação ‘’Fundo do Poço’’ mira o antigo PROS, hoje Solidariedade 12 de junho de 2024 DESTAQUES: TRF-5 julgou o caso Cícero Lucena; Bruno Cunha Lima conseguiu vitória na Justiça; e operação ‘’Fundo do Poço’’ mira o antigo PROS, hoje Solidariedade DESTAQUES: Vereadores de JP estão envolvidos na Operação Mandare; Operação livro aberto chegou nos deputados; e Republicanos não deve aceitar “meia secretaria de educação’’ 11 de junho de 2024 DESTAQUES: Vereadores de JP estão envolvidos na Operação Mandare; Operação livro aberto chegou nos deputados; e Republicanos não deve aceitar "meia secretaria de educação’’ DESTAQUES: Quais nomes podem assumir as secretarias do Governo; Cartaxo deve ser o candidato do PT em JP; e Renata Nóbrega pode voltar para Secretaria de Saúde 10 de junho de 2024 DESTAQUES: Quais nomes podem assumir as secretarias do Governo; Cartaxo deve ser o candidato do PT em JP; e Renata Nóbrega pode voltar para Secretaria de Saúde DESTAQUES: Em 2026, a ALPB vai eleger um governador de forma indireta; Nominando vai ser o prefeito de JP por oito dias; e CMJP tem uma oposição definida e um novo líder 7 de junho de 2024 DESTAQUES: Em 2026, a ALPB vai eleger um governador de forma indireta; Nominando vai ser o prefeito de JP por oito dias; e CMJP tem uma oposição definida e um novo líder DESTAQUES: Quais nomes devem assumir as secretarias do governo; Republicanos vai exigir a vaga de vice de Jhony em CG; e Antônio Roberto revela qual seu destino 6 de junho de 2024 DESTAQUES: Quais nomes devem assumir as secretarias do governo; Republicanos vai exigir a vaga de vice de Jhony em CG; e Antônio Roberto revela qual seu destino

Está no Hype

Go to Top