Idas e vindas
O que Marina Silva já disse sobre Lula e PT

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata à deputada federal Marina Silva (Rede) confirmou hoje seu apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial, um posicionamento articulado nos últimos meses por interlocutores de ambos.

O endosso da ex-ministra, que já assumiu posturas contra o PT no passado e concorreu contra Dilma Rousseff (PT) e Fernando Haddad (PT) nas eleições presidenciais de 2014 e 2018, respectivamente, veio com a justificativa de que Lula reunia as maiores chances de derrotar Jair Bolsonaro (PL) e o “bolsonarismo que está se implementando no seio da nossa sociedade”.

Marina ainda afirmou que seu apoio era feito de forma independente, e, no dia anterior à declaração pública, entregou a Lula documentos que tratam de um programa visado para a política ambiental, sua principal bandeira política — e o motivo inicial do rompimento entre ambos há 14 anos.

Marina assumiu o Ministério do Meio Ambiente em 2003, no primeiro mandato de Lula, e se manteve no cargo até 2008, quando alegou que os temas de sua pasta não eram prioridade no governo petista. Ela assumiu então uma vaga no Senado e, em 2010, começou a concorrer à Presidência.

A ex-ministra rachou definitivamente com o PT durante a disputa eleitoral de 2014 após as investidas das propagandas da campanha de Dilma Rousseff contra ela. Fora do segundo turno, apoiou Aécio Neves (PSDB) e cortou de vez os laços com o governo. Desde então, Marina tem avaliado as posturas do PT a fim de cobrar uma postura mais ativa do partido por uma “autocrítica”.

Dilma e PT foram “inventores das fake news”. Marina Silva defende a hipótese, embora sem provas concretas, de que Dilma Rousseff e seu então coordenador de campanha, João Santana, divulgaram que ela daria mais poder aos banqueiros e que isso, de alguma forma, impactaria nos empregos e na renda da população.

“Quando ela [Dilma] foi para a Casa Civil, tivemos divergências, mas nada mais do que isso. Tivemos um debate civilizado. Mas em 2014, a campanha da DIlma inaugurou as fake news. Eles tiveram algo similar ao ‘gabinete do ódio’. Quem inaugurou as fake news foram Dilma e João Santana. Isso está mais do que comprovado”, afirmou Marina ao UOL em 2020.

Impeachment de Dilma Rousseff. Após apoiar Aécio Neves no segundo turno das eleições de 2014, Marina disse ser favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na época, ela era senadora e defendia a cassação da chapa Dilma-Temer no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Partido que não reconhece erros”. Em mais de uma ocasião, um dos principais apontamentos de Marina Silva sobre o partido que integrou por quase 30 anos é a falta do reconhecimento de erros do passado, especialmente aqueles envolvendo esquemas de corrupção.

“É um partido que não reconhece erros — que diz que não houve corrupção, que não houve crimes. Nenhuma autocrítica aos erros gravíssimos. O PT foi uma espécie de chocadeira desse governo que está aí”, afirmou Marina em um debate em 2019, quando avaliou os primeiros 100 dias do governo Bolsonaro.

Aproximação de Lula com ruralistas é “amarra com atraso”. Após divulgação de articulações de Lula com nomes grandes do agronegócio, a ex-ministra condenou o movimento caso ele fosse feito sem pré-requisitos de defesa do meio ambiente por parte dos ruralistas.

“Não há escolha que não tenha consequência. Aliar-se àqueles que lideram a articulação dos PLs [projetos de lei] da destruição é criar amarras com o atraso, estimular vetos internacionais ao agronegócio do Brasil e manter o país na condição de pária ambiental, é uma das grandes conquistas do governo Bolsonaro”, disse a candidata ao Painel da Folha de S.Paulo.

Marina defende Lula após xingamentos de bolsonaristas. Em maio deste ano, bolsonaristas protestaram contra Lula na saída de um condomínio onde o ex-presidente esteve para almoçar. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram manifestantes gritando “Lula ladrão”. Marina Silva saiu em defesa de Lula no episódio na época, quando já era esperada uma reaproximação

“Isso não é política. É um ato de covardia. Me solidarizo com o pré-candidato @lulaoficial. Não se pode permitir que a violência política integre o processo eleitoral como tática para chegar ao poder”, escreveu a ex-ministra no Twitter.

Houve “reencontro político e programático” com Lula. Anos depois do afastamento, o partido de Lula vinha tentado uma reaproximação com a candidata a deputada e, para as eleições deste ano, ela foi cotada como vice-governadora na chapa com o Fernando Haddad para o governo de SP. Ela acabou não aceitando e concorrendo à Câmara na intenção de puxar votos para a Rede.

Esse é um momento muito importante da nossa trajetória. Estamos vivendo um reencontro político e programático. Do ponto de vista de nossas relações pessoais, tanto eu quanto o presidente Lula nunca deixamos de estar próximos. Nosso reencontro se dá diante de um quadro da história política, econômica, social e ambiental Temos a ameaça das ameaças: ameaça à nossa democracia, com a corrosão do tecido social. Marina Silva

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