Atento à reeleição, Bolsonaro marca série de viagens pelo Brasil

O itinerário do presidente também engloba viagens ao exterior. Em abril, ele irá à República Dominicana e à Guiana — este último, visitaria em fevereiro, mas retornou devido ao falecimento de sua mãe, Dona Olinda

Atento à reeleição e à agenda de aliados, o presidente Jair Bolsonaro (PL) marcou uma série de viagens pelo país e ao exterior com o objetivo de criar pautas positivas. Particularmente no Nordeste, onde Bolsonaro enfrenta desvantagem eleitoral, estão no foco do Planalto as entregas dos ministérios do Desenvolvimento Regional de Rogério Marinho, Infraestrutura de Tarcísio de Freitas e Agricultura de Tereza Cristina.

No dia 18, o chefe do Executivo tem viagem prevista para o Acre, onde haverá entrega de títulos de terras pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). No dia 23, o presidente vai a Parnamirim (RN) para inaugurar a expansão do sistema de trens urbanos. O fortalecimento da agenda vem na esteira da possível candidatura de Marinho a senador pelo estado. Se confirmada, será a quarta ida de Bolsonaro ao Rio Grande do Norte. A terceira visita foi em fevereiro, quando o chefe do Executivo participou da cerimônia da transposição do Rio São Francisco ao RN.

No dia 30, Bolsonaro desembarcará em Baixa Grande no Ribeiro, sul do Piauí, conforme o anúncio do ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. O também presidente do PP será beneficiado pela visita ao estado. Ciro desistiu de concorrer ao governo, mas busca o controle do Piauí por meio da candidatura do ex-prefeito de Teresina Silvio Mendes (PSDB) — a ex-esposa de Ciro e deputada Iracema Portella (PP) deve concorrer como vice.

No Piauí, Bolsonaro participará da inauguração, na fazenda Ipê, do empresário Ricardo Faria, de uma antena 5G Agro, tecnologia que proporciona internet de maior qualidade e pode ajudar na produção e desenvolvimento do agronegócio — a primeira do país.

Na agenda ainda está Belo Horizonte, em Minas Gerais, e já afirmou que pretende ficar de três a quatro dias em uma viagem de trem, na Ferrovia Norte-Sul, para inaugurar o que chamou de “ressurgimento do modal ferroviário brasileiro” que operará no Maranhão, Tocantins, Goiás e São Paulo.

Segundo o presidente, a agenda deve ocorrer em março ou “no máximo” em abril. O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, deve acompanhá-lo, assim como a bancada mineira. Há um esforço de suscitar o nome e realizações de Tarcísio de Freitas à frente da pasta no Sudeste, já que ele é apontado como pré-candidato ao governo de São Paulo.

Roteiro internacional

O itinerário do presidente também engloba viagens ao exterior. Em abril, ele irá à República Dominicana e à Guiana — este último, visitaria em fevereiro, mas retornou devido ao falecimento de sua mãe, Dona Olinda. Em junho, comparecerá à conferência pela democracia em Los Angeles, nos Estados Unidos, promovida pelo presidente americano, Joe Biden. Para encerrar, em setembro, pretende fazer o discurso tradicional de abertura dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O cientista político Valdir Pucci, critica os propósitos que definem as viagens oficiais do presidente-candidato à reeleição. “Qual o motivo dele ir à Guiana? Não há nada muito estratégico para o Brasil. Muitas viagens do presidente se convertem à nada”, reclama. Segundo informações divulgadas pelo governo, o foco da viagem à Guiana é a cooperação econômica diante das descobertas recentes de petróleo e gás na região. “O presidente e sua equipe se resguardam para que a imprensa não associe suas viagens à uma campanha antecipada para que não pese na Justiça Eleitoral. Ele precisa ir inaugurar uma antena 5G?”, questiona Pucci.

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